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QUEM SOU

Iniciei Minha caminhada com Agricultura Familiar. Nos anos 80, trabalhei para organizar os sindicatos e conquistar a aposentadoria e melhorar o crédito rural.  No associativismo participei da criação de tecnologias alternativas de produção e na implantação do fundo rotativo de crédito solidário. 

Quando deputado, fui autor e aprovamos a lei da agricultura familiar 11.326/06 e a lei do selo nacional dos produtos da agricultura familiar 136/2018 que aguarda votação no senado, fui relator da lei da reforma da previdência rural e da lei 12.512/13 do combate à pobreza rural. dediquei esforços para criar e aperfeiçoar programas como PAA e PNAE, entre outros.

Em um cenário de pós pandemia, baixo índice de crescimento da economia nacional, perda de renda dos consumidores e Guerra, a agricultura brasileira terá que ter mais políticas públicas para alcançar três objetivos estratégicos: 

  1. a) Garantir a Segurança alimentar e nutricional dos brasileiros através da diversificação da produção e das cadeias curtas;
  1. b) Contribuir para a Segurança macroeconômica e desenvolvimento nacional por meio de políticas de incentivos à indústria nacional de insumos, agroindústrias e mercado externo; 
  2. c) Contribuir para a Preservação Ambiental e a sustentabilidade do planeta por meio da valorização dos recursos naturais, e energias renováveis;

O cooperativismo está no sangue. Filho de agricultores, acompanho as cooperativas desde minha juventude junto com minha família que era associada de uma cooperativa agropecuária criada em 1969.  

No final dos anos 80 e início de 90, graças a um esforço de gestão empreendido pela OCEPAR e assessoria da EMATER, as cooperativas ganharam força econômica e social no estado do Paraná e no Brasil. A partir de 1993 coordenei a criação do sistema CRESOL, sendo sócio fundador e seu primeiro presidente até 2003.

Em 2019 participei da elaboração do projeto roda bem caminhoneiro cooperativista e fui coordenador geral de sua implantação em 2020 e 2021, momento em que tive contato com mais de 120 cooperativas de transporte em todas as regiões do Brasil. 

Como Deputado, sempre participei da frente parlamentar do cooperativismo.   

No primeiro ano do mandato, apresentei um dos projetos de lei, o PLP 66/2003 para regulamentar o dispositivo constitucional das cooperativas de crédito, mais tarde se tornou a lei complementar 130/2009. Fui autor e relator de diversas proposições legislativas e programas de interesse das cooperativas. 

As virtudes e os desafios das cooperativas:

– A sobrevivência e o progresso dos humanos sempre dependeram da cooperação e o mundo de hoje exige mais solidariedade para a construção da justiça e da paz.

– As cooperativas mudam a realidade socioeconômica local. Segundo pesquisa FEA-USP, nos municípios que não têm cooperativas o IDH (índice de desenvolvimento humano) fica na média de 0,66 e os que têm uma ou mais cooperativas a média é de 0,70.

– O cooperativismo ainda tem muito espaço para crescer: 12% da humanidade é sócia de cooperativas; no Brasil 7.5% e na Alemanha, por exemplo, são 22%.

– Poucos especialistas em economia, contabilidade, jurídico… conhecem ou diferenciam as cooperativas das empresas comuns.

– Tramita no congresso a PEC 110 da reforma tributária e na sequência as leis complementares para as várias áreas da economia, inclusive das cooperativas.

Nas décadas de 70 e 80, para um filho de agricultores que morava a 15 km da cidade, concluir o ensino básico não era fácil. O ensino infantil era na escola da comunidade, o fundamental e médio, só na cidade. Como não tinha transporte escolar, tinha que se arranjar nas casas das famílias para estudar. Em 1974, com 13 anos de idade e cursando o quinto ano ginasial, larguei os estudos e voltei para casa dos pais para trabalhar na lavoura e na suinocultura. Meu certificado de ensino fundamental e médio fiz aos 40 anos de idade pelo Instituto federal do Paraná em parceria com a CRESOL.

Durante o período que fui deputado Federal priorizei as seguintes ações, em 4 áreas estratégicas:

1 – No ensino infantil e fundamental, dediquei esforços com minha equipe para ajudar os municípios na construção de escolas e compra de ônibus para o transporte escolar- mantinha uma profissional formada em direito só para acompanhar o MEC.

2 – No ensino técnico e profissionalizante, dediquei esforços para ampliar a rede, com prioridade para as regiões mais pobres do estado do Paraná e para incluir as casas familiares rurais como parceiro estratégico dos IFES.

3 – No ensino superior, ciência e tecnologia, sugere um plano de interiorização das universidades federais com a transformação da antiga escola técnica federal – CEFET em universidade federal tecnológica com campus em Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão no sudoeste do Paraná e a criação da UMIPTE, trazendo a EMBRAPA para dentro do campus universitário de Beltrão. Os institutos federais que reivindiquei foram instalados em Capanema, Barracão, Coronel Vivida, Palmas, União da Vitória, Pitanga e no Vale do Ribeira. 

4 – Na educação especial, dediquei esforços para continuidade do modelo de escolas da APAE e congêneres e a estruturação das escolas com emendas para construções, equipamentos e custeio; por um bom tempo quem decidia as APAES que seriam beneficiadas era as delegacias regionais.  

 

Nasci e cresci em comunidades do interior, andando em estradas rurais. Lembro que a comunidade fazia festa quando uma máquina da prefeitura passava arrumando as estradas. Com 19 anos de idade, fui caminhoneiro autônomo de 1980 a 1984, fiz milhares de quilômetros pelo Brasil.  Desde 1986, acompanhei a saga da comunidade lindeira ao parque nacional do Iguaçu que perdeu o direito de ir e vir pela estrada do colono, uma via de 17 km da BR 163, fechada sob pretexto de preservar o parque. Meus mandatos de deputado federal, na área de infraestrutura e transporte foi dedicado nas 5 áreas: 

Estradas rurais: emendas para prefeituras comprar máquinas, organização e emendas para os consórcios intermunicipais, levar o assunto para o congresso e casa civil (palácio do planalto) através de um vídeo e reuniões para criar no PAC.2 o programa estradas vicinais que liberou 5 bilhões e atendeu 5.072 municípios com menos de 50 mil habitantes.

Estrada parque: acompanhamento do trabalho da justiça federal para uma conciliação sobre a estrada do colono e aprovação na câmara do projeto de lei 7.123/2010 que cria a categoria de estrada parque na lei federal e autoriza a criação da estrada parque caminho do colono no parque nacional do Iguaçu- o PLC 163/2013 aguarda votação dos senadores da república.

Duplicação e restauração da BR 163 no Paraná:  realização de seminários em Capanema, Capitão Leônidas Marques, audiências na superintendência do DNIT Paraná e em Brasília e indicações de emendas de bancada deram início ao projeto em 2014 com compromisso de não ter pedágio no referido trecho. Lamento que esse projeto tenha ficado “no meio da estrada” e ainda não esteja concluído.

Caminhoneiros autônomos: acompanhei todas as negociações nas paralisações de 2015 e 2018. Apresentei projeto de lei que foi aprovado na câmara e serviu de base para três medidas provisórias que pôs fim às paralisações de 2018: piso mínimo de frete, quota da CONAB para os autônomos e pedágio do eixo erguido. Em 2019 participei da elaboração do projeto roda bem caminhoneiros em 2020 e 21 coordenei sua implantação inicial.

Infraestrutura urbana em pequenas cidades: Durante 16 anos de mandato coloquei emendas orçamentárias para dezenas de cidades pequenas para atender demandas da população.

Filho de agricultores e morador de pequeno município, distante das grandes cidades, conheço na prática as virtudes e as deficiências do SUS. O sistema está estruturado em três níveis de atenção à saúde:

  1. a) primário, também conhecido como atenção básica– A atenção básica é competência dos municípios e sua principal função é cuidar da prevenção de doenças e outros cuidados básicos.  
  2. b)  secundário, também conhecido como atenção hospitalar e ambulatorial– de nível intermediário atende por meio de hospitais filantrópicos, públicos e privados credenciados ao SUS; recentemente foram criadas as UPAS (unidades de pronto atendimento) que compõe o nível secundário. 
  3. c) terciário, também conhecido como atenção especializada de alta complexidade- esse nível de atendimento é realizado em grandes hospitais equipados com tecnologia adequada e especialistas com maior grau de formação; são hospitais filantrópicos, privados, públicos e universitários em centros urbanos maiores e hospitais regionais, como o hospital Valter Pecóites no sudoeste do Paraná.

Durante o período que fui deputado federal mantive um funcionário/assessor exclusivamente para cuidar da relação com o ministério da saúde e trabalhei para fortalecer o sistema único de saúde, com prioridade no Sudoeste do Paraná. 

Na atenção primária viabilizar recursos para dezenas de prefeituras construir unidades básicas de saúde, comprar veículos e custear as despesas básicas;  

Na atenção secundária, defendi a criação de hospitais microrregionais para os consórcios de municípios fazerem o atendimento hospitalar próximo das residências dos pacientes: apoio ao hospital provida em dois vizinhos, o projeto elaborado pelo SEBRAE para hospital microrregional da fronteira. 

Na atenção terciária de alta complexidade viabilizar recursos para investimentos em obras, equipamentos adequados e custeio para CRE e hospital regional e inúmeras prefeituras com objetivo de diminuir as filas de consultas, exames e cirurgias; 

Cresci em um ambiente de Solidariedade. Aprendi com os agricultores a dureza do trabalho e o sabor de um pedaço de carne fresca, era sinal que algum vizinho carneou uma rês ou um porco. Participei de muitos puxirões (vizinhança trabalhando juntos para salvar a lavoura de alguém da comunidade) e roças comunitárias para angariar fundos para alguma causa coletiva. Como caminhoneiro vivi esse princípio com os irmãos de estrada. Meu engajamento social começou nas comunidades eclesiais de base da igreja católica. Um caminho que não teve volta: o sindicato, associações, cooperativas e a participação na vida política do Brasil. São mais de 40 anos construindo ambientes e alternativas solidárias para uma vida de justiça e paz. 

Em 16 anos que fui deputado federal participei de inúmeras conquistas e vivi uma grande escola de aprendizagem que guardarei para sempre. Como não tenho aposentadoria especial da câmera, a partir de 2019, com apoio da CRESOL, dediquei a minha experiência para encontrar soluções para dois importantes segmentos: a) Agricultura, diante das mudanças nos sistemas agroalimentares e a segurança alimentar e nutricional dos brasileiros; b) Os Caminhoneiros diante de um sistema de transporte rodoviário de cargas em um país continental. Foi uma experiência fantástica! Em meio a pandemia, fiquei três anos viajando pouco e produzindo muito.  Criamos e reestruturamos cooperativas e federações no Paraná e no Brasil. 

Minha pré-candidatura a deputado federal está alicerçada nos resultados já conhecidos e na renovação de compromissos com, ao menos, cinco temas que conheço o suficiente para defendê-los: agricultura, infraestrutura e transporte; cooperativas; educação, ciência e tecnologia e saúde pública. Outros temas de interesse da sociedade podem ser incluídos durante a pré-campanha. Nos três anos que estou fora do congresso nacional, muitas coisas aconteceram comigo e com nosso querido Brasil. Por isso quero criar espaços virtuais e muitas visitas para partilhar com vocês nessa pré-campanha.

No estado do Paraná a Solidariedade já decidiu, vamos apoiar a pré-candidatura à reeleição do governador Ratinho Júnior.  No plano nacional ainda aguardamos decisão partidária, o que está em construção.  

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